Leia os principais temas debatidos no Emergências 2015

Trabalho de relatoria realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa

Encontros, diálogos, construção coletiva, novos processos democráticos, exercícios de perspectiva e interação foram a tônica dos encontros e rodas durante o Emergências, ocorrido entre os dias 7 e 13 de dezembro de 2015, na cidade do Rio de Janeiro. Uma ação liderada pela Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, mas que contou com a ajuda, cooperação, presença e capilaridade de boa parte do Sistema MinC e de organizações diversas da sociedade.

A tarefa de relatar, pelo menos em parte, a vivacidade das proposições colocadas ao longo do encontro não foi uma empreitada simples. Modelos, roteiros e enquadramentos definitivamente não dialogam com uma ação que é viva, autogestionável e parte de um exercício de olhar para o futuro.

Pensando neste cenário complexo, a Casa de Rui Barbosa propôs uma orientação metodológica que norteasse o trabalho dos relatores (integrantes da FCRB e de outros órgãos e instituições do Ministério da Cultura). A relatoria não teve o intuito de realizar atas e registrar fidedignamente tudo o que foi falado e tratado durante o evento. Deixou-se esta tarefa para os vídeos e áudios gravados durante o mesmo. O grupo de relatores teve como objetivo a tarefa de preservar a memória das colocações feitas durante o encontro para que o núcleo do pensamento construído durante o evento pudesse contribuir para este olhar para o futuro, para as construções de novas políticas, para novas interfaces entre Estado e sociedade civil e, por que não, para novos engajamentos políticos.

Pensando nisso, a orientação fundamental para a equipe de relatoria foi o respeito aos processos e as identidades dos sujeitos integrantes dos debates. A não intervenção e não condução eram pilares fundamentais para que a orientação metodológica não terminasse por roteirizar diálogos vivos e diversos. Partindo deste respeito aos indivíduos focou-se  o trabalho em três etapas fundamentais: o conhecimento e olhar para a pluralidade de sujeitos presentes durante o encontro (afinal, é importante conhecer e tentar mapear quem compõe a voz de cada uma das temáticas tratadas); em segundo lugar, tentar identificar questões, entravamentos, problemas ou temas a serem observados em cada um dos debates e, por último, conseguir apontar algumas das proposições e exercícios de desenhos de novos modelos e alternativas propostos durante os debates.

Levando em consideração que as idiossincrasias de cada encontro foram respeitadas obtivemos relatos com as mais variadas características. A metodologia foi dividida com a SCDC e toda a equipe que participou do projeto, em alguns encontros foi possível verificar mais fortemente os três blocos de observação, em outros a dinâmica do grupo caminhou por outras rotas. A proposta desta compilação preliminar é conseguir identificar os três pilares da relatoria: sujeitos, questões e alternativas; focando no lançamento de luzes sobre os grandes temas trabalhados durante o evento, dando como eixo narrativo os encontros realizados.

 Baixe na íntegra a relatoria completa