Encontro Economias Emergentes

Síntese temática:

O Encontro Economias Emergentes teve como propósito levar a debate e reflexões as alternativas de sobrevivência de grupos comunitários e produções culturais, perante a crise do capitalismo e a marginalidade econômica aos quais encontram-se importantes atividades culturais. A tônica do debate trazia o compartilhamento de diferentes experiências de fomento à cultura-mundo, sempre com o aspecto da sustentabilidade. Momentos importantes para proliferação das reflexões acerca do tema foram: a roda de Fomento, a mesa Fissuras no Capital: Experiências de Economia Solidária, a Roda Plataformas de Financiamento Coletivo; a Roda: PIB x FIB: políticas do bem viver; a roda Plataformas de Financiamento Coletivo.

Sujeitos participantes:

Artistas e empreendedores sociais e até mesmo gestores de bancos comunitários. A maior parte do público pertencia a alguma iniciativa cultural e buscava se informar sobre formas de sustentabilidade. Outros já vinham desenvolvendo alguma prática econômica alternativa, como moedas sociais e outras ferramentas da economia solidária e desejavam partilhar suas experiências.

Algumas das instituições que estiveram presentes através de representantes foram: Banco Palmas (Fortaleza-CE), Comissão Nacional de Pontos de Cultura, Arts Impact Fund, Hivos Latinoamerica, Ciudad Futura, Plataforma Variável 5, Bookstart, Catarse, Flattr.com, Universidade Internacional de Invenções Democráticas Darcy Ribeiro e Escola Democrática.

Ambiente de debate:

Alguns convidados expositores e mediadores eram agentes com muita experiência prática no tema. Outros colaboraram com conhecimento acadêmico. A expectativa do público, composto por agentes sociais e culturais, era conhecer novas ideias e formas de viabilizar a sustentabilidade de empreendimentos culturais e/ou sociais, especialmente no sentido de não depender de fomento público ou privado.

Questões fundamentais e reflexões:

Há uma fissura no capitalismo, o neoliberalismo, que acarretam contradições, tornando-o incapaz de se sustentar;

Os governos precisam reconhecer a cultura como direito fundamental fomentando-a para que seja transformadora;

Economia solidária se caracteriza pela igualdade, pois os meios de produção são de posse coletiva e os empreendimentos são geridos pelos próprios trabalhadores;

Há boas experiências alternativas de economia em curso, como os Bancos Comunitários;

A Economia não é só monetária: envolve também recursos sociais, culturais, ambientais;

O financiamento coletivo como forte tendência para a cultura;

A economia de mercado pressupõe a acumulação, enquanto a solidária propõe o fluxo dos recursos disponíveis no mundo.

Proposições e olhares para o futuro:

É preciso pensar políticas que atentem para temas mais universais, transversais, e de sustentabilidade;
Ampliação do entendimento do termo “economia”;

Reconhecer outras formas econômicas e de desenvolvimento; incluindo-as em novos paradigmas educacionais;

O financiamento coletivo urge por capacitação de agentes culturais, desburocratização do financiamento de projetos;

Entender e oportunizar o financiamento coletivo como ferramenta para ações comunitárias e periféricas.